“Naquela mesma hora, Jesus exultou de alegria no Espírito Santo e disse: Pai, Senhor do céu e da terra, eu te dou graças porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, bendigo-te porque assim foi do teu agrado. Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar. E voltou-se para os seus discípulos, e disse: Ditosos os olhos que vêem o que vós vedes, pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram. Levantou-se um doutor da lei e, para pô-lo à prova, perguntou: Mestre, que devo fazer para possuir a vida eterna? Disse-lhe Jesus: Que está escrito na lei? Como é que lês? Respondeu ele: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu pensamento (Dt 6,5); e a teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18). Falou-lhe Jesus: Respondeste bem; faze isto e viverás. Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo? Jesus então contou: Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu nas mãos de ladrões, que o despojaram; e depois de o terem maltratado com muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o meio morto. Por acaso desceu pelo mesmo caminho um sacerdote, viu-o e passou adiante. Igualmente um levita, chegando àquele lugar, viu-o e passou também adiante. Mas um samaritano que viajava, chegando àquele lugar, viu-o e moveu-se de compaixão. Aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; colocou-o sobre a sua própria montaria e levou-o a uma hospedaria e tratou dele. No dia seguinte, tirou dois denários e deu-os ao hospedeiro, dizendo-lhe: Trata dele e, quanto gastares a mais, na volta to pagarei. Qual destes três parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões? Respondeu o doutor: Aquele que usou de misericórdia para com ele. Então Jesus lhe disse: Vai, e faze tu o mesmo.” Lc 10, 21-37
O texto acima, retirado do Evangelho de São Lucas, nos fala dos mandamentos fundamentais de Deus: "amar a Deus sob todas as coisas" e "amar ao próximo como a si mesmo" e como os doutores da lei, apesar de conhecerem estes mandamentos, não os faziam (ou pelo menos não faziam o segundo deles) por não saberem reconhecer o próximo.
Você sabe reconhecer o seu próximo?
A maioria das pessoas reconhece o próximo como sendo um membro da sua família, um amigo, um vizinho, um colega de trabalho, ou um amigo de um amigo... É muito comum que para essas pessoas façamos todos os tipos de benesses: doamos roupas, alimentos, sangue, rezamos para alguém doente ou recém falecido... Mas será que é a esse tipo de caridade que os mandamentos se referem?
Não, não é só a este tipo de caridade que os mandamentos se referem! Quando Deus diz, através dos seus mandamentos: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu pensamento (Dt 6,5); e a teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18)." Deus quer que você ame, da mesma maneira, todas as pessoas, Ele quer que você seja capaz de amar e cuidar de qualquer pessoa independentemente se você a conhece ou não!
Amar, e principalmente fazer alguma coisa pelo próximo, que não está fisicamente tão próximo e que você nem conhece, é muito difícil, mas sempre existem maneiras, se você procurar com certeza você vai achar várias formas de ajudar a quem precisa. Mas existe uma forma, muito poderosa, que para nós Cristãos está sempre ao nosso alcance: a ORAÇÃO!
Se nós não podemos estar em todos os lugares, sempre perto daqueles que estão precisando de ajuda, seja aqui ou do outro lado do mundo, Deus pode! Ele é onipresente, está em todo lugar!
No Texto de hoje o OREMOS deseja lhe fazer um convite: rezar para o seu próximo! Experimente separar uma parte das suas orações diárias para pedir pelas pessoas doentes, pelas pessoas que tem fome, pelas pessoas abandonadas, pelas pessoas infelizes, tristes... Reze para que elas recebam a graça de que precisam! Seja um “instrumento de Deus”!
Oração de São Francisco de Assis
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.
Nenhum comentário:
Postar um comentário